Insuficiência Cardíaca
A insuficiência cardíaca é causada pela dificuldade do coração bombear sangue para os órgãos, desta forma sobrecarrega os pulmões causando muita falta de ar aos esforços e podendo levar a inchaço nas pernas. As causas de insuficiência cardíaca são variadas, as mais comuns são hipertensão arterial não tratada durante anos, pós-infarto, doença nas válvulas cardíacas ou doença primária da musculatura do coração. A insuficiência cardíaca não tratada devidamente possui uma mortalidade muito alta, comparável com vários tipos de cânceres.
Infarto do Miocárdio
O infarto ocorre quando uma das artérias que oxigena o coração são bloqueadas por coágulo ou placa de gordura e dependendo da importância da artéria obstruída pode ocorrer inclusive morte súbita sem possibilidade de qualquer ação médica. O infarto é a primeira manifestação da doença aterosclerótica em pelo menos metade das pessoas que apresentam essa complicação e metade delas não conseguem chegar vivos ao hospital.
Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca
Pessoas que se submeteram a procedimentos do coração seja por angioplastia com stent ou mesmo revascularização de ponte safena/mamária ou troca de válvulas cardíacas são pacientes complexos e necessitam de um acompanhamento diferenciado, pois isto fará toda a diferença para evitar novas complicações ou até mesmo novos procedimentos cardiovasculares.
Arritmias
Arritmias cardíacas são sequências de batimentos cardíacos irregulares, rápidos ou lentos, dando uma sensação de “falha” ou “engasgo” no coração. As pessoas podem sentir essas falhas, mas muitas vezes sentem apenas as suas consequências, tais como palpitações esporádicas, desmaios ou falta de ar. Quando as arritmias impedem a capacidade cardíaca de bombeamento de sangue, podem causar fraqueza, redução da capacidade física, tontura, sensação de desmaio iminente, desmaios ou até mesmo morte. O tratamento busca restaurar o ritmo cardíaco normal e prevenir futuros episódios. Existem vários tipos de arritmias, algumas com características benignas e outras com necessidade de condutas agressivas.
Hipertensão Arterial
A pressão arterial elevada a longo prazo causa lesão na parede de nossas artérias levando à formação da placa de aterosclerose e maior risco de formação de coágulo e obstrução. É considerado hipertenso a pessoa que apresentar 2 ou mais medidas de pressão arterial com pelo menos uma semana espaçada com valores acima de 140 x 90 mmHg. Hipertensão arterial não tratada é uma das principais causas de derrame, insuficiência renal (risco de hemodiálise), infarto, insuficiência cardíaca (coração dilatado) e cegueira. É uma doença traiçoeira, pois raramente dá sintomas nos anos iniciais, por isso a necessidade de pelo menos uma vez ao ano realizar a aferição da pressão arterial.
Prevenção Cardiovascular
Segundo a Organização Mundial da Saúde, 30% das mortes no mundo são causadas por doenças cardiovasculares. E cerca de 3 em cada 4 dessas mortes poderiam ser de certa forma prevenidas com adequadas mudanças no estilo de vida. Desta forma, a identificação dos indivíduos assintomáticos que estão mais predispostos é crucial para a prevenção efetiva com a correta definição das metas terapêuticas, seja pelo controle de peso, glicemia e colesterol no sangue, por exemplo. A prevenção cardiovascular consiste em medidas não farmacológicas e farmacológicas. As não-farmacológicas consistem em manter atividade física regular (30 minutos de atividade aeróbica diária ou 1 hora em dias alternados), cessação do tabagismo e manter peso ideal combatendo a obesidade com uma dieta saudável pobre em alimentos industrializados e rica em verduras e legumes. As medidas farmacológicas são fundamentais para controle da pressão arterial, do nível de colesterol e do açúcar no sangue.